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voltarAuditoria independente reduz a possibilidade de fraudes nas demonstrações financeiras e reforça proteção dos investidores
Legislação tenta garantir transparência das informações, mas auditores ainda enfrentam o desafio de fraudes cada vez mais sofisticadas
Casos como o do Banco Master ou os de sonegação fiscal revelados pelas operações do Ministério Público, contra grandes redes do varejo, em São Paulo, mostram o quanto as fraudes causam prejuízos não apenas aos investidores, mas a todo o sistema econômico e à administração pública.
Andréia Davanço, contadora, administradora de empresas, professora e coordenadora do MBA em Normas Brasileiras de Contabilidade e IFRS, da Trevisan Escola de Negócios, comenta que as auditorias têm papel fundamental na proteção dos investidores, pois aumentam a confiança nas demonstrações financeiras divulgadas pelas empresas, ao emitirem uma opinião baseada em evidências. “O auditor reduz a assimetria de informações entre a administração e o mercado, permitindo que investidores tomem decisões seguras com base em informações validadas”, enfatiza.
Fraudes relevantes costumam estar associadas a falhas de governança, controles internos deficientes e, muitas vezes, a uma cultura organizacional inadequada. Esses fatores não apenas aumentam os riscos, como também dificultam o trabalho da auditoria.
No entanto, as auditorias contribuem para o bom funcionamento do mercado de capitais, pela transparência e confiabilidade das informações financeiras, reduzindo o risco percebido pelos investidores, o que favorece a atração de investimentos e o desenvolvimento do mercado.
A especialista ressalta que o objetivo das auditorias é obter uma segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorções relevantes, sejam elas causadas por erro ou fraude. “As auditorias não garantem a detecção de todas as fraudes, especialmente aquelas mais sofisticadas, que envolvem conluio ou ocultação deliberada de informações. Mas, com o uso de técnicas apropriadas e o ceticismo profissional, aumentam significativamente a chance de identificação”, afirma.
Ao identificarem indícios de fraude em uma auditoria, cabe aos profissionais avaliar seus impactos, comunicar à administração e aos responsáveis pela governança, além de considerar os efeitos sobre seu relatório, podendo, inclusive, modificar sua opinião. Em determinadas situações também pode haver a obrigação de comunicação a órgãos reguladores, sempre com a devida documentação dos procedimentos realizados.
Setor de auditoria é fortemente regulado
No Brasil, a atividade do auditor é regulamentada principalmente pelas Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria, que são convergentes às normas internacionais. Órgãos como Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) exercem supervisão sobre auditores e empresas reguladas, estabelecendo requisitos de independência, registro e qualidade.
A professora da Trevisan Escola de Negócios destaca, no entanto, que um ponto importante para a eficiência das auditorias é a qualidade das informações que são fornecidas pela administração das empresas auditadas. Nesse quesito, a especialista destaca que para haver avanço é necessário um conjunto de fatores, como o fortalecimento dos controles internos, uma governança corporativa mais efetiva, atuação ativa dos comitês de auditoria e o uso crescente de tecnologia, como análise de dados, além da capacitação contínua dos profissionais envolvidos.
Quanto às normas aplicadas nas auditorias, a professora comenta que elas são bastante robustas e alinhadas às melhores práticas internacionais, mas precisam evoluir continuamente para acompanhar as transformações do mercado. Isso inclui temas como digitalização, uso de inteligência artificial, riscos cibernéticos e novos modelos de negócios.
Para fortalecer as auditorias e tornar o mercado de capitais mais confiável, Davanço destaca como iniciativas importantes: reforço da independência dos auditores, maior protagonismo dos comitês de auditoria, aumento da transparência das informações, investimentos em tecnologia e uma atuação mais efetiva dos reguladores. “Além disso, promover uma cultura ética nas organizações é essencial para a sustentabilidade do mercado,” finaliza.
Sobre a Trevisan Escola de Negócios
Com uma trajetória de 25 anos marcada pelo pioneirismo, excelência acadêmica e compromisso com a formação de profissionais altamente capacitados, a Trevisan Escola de Negócios é uma das principais instituições de ensino superior do País. Seus cursos de graduação, pós-graduação e de curta duração possuem alunos em todos os estados do Brasil, além do exterior, com uma metodologia exclusiva e 100% digital. Além disso, possui dezenas de clientes corporativos que contratam a Trevisan para capacitar seus profissionais em programas “in company”. A instituição é a única escola de negócios do Brasil que teve origem a partir de uma empresa. Diante disso, conta com um corpo docente formado por professores com atuação no mundo dos negócios, além do acadêmico, criando um ambiente de aprendizado alinhado com a realidade empresarial. Essa característica também está presente na Trevisan Editora, criada para lançar publicações que mesclam o embasamento teórico com o mercado profissional.